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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

Saúde Mental no ambiente corporativo: caminhos para a promoção do bem-estar

Executiva de Pessoas da NAVA destaca o uso da tecnologia e outras medidas essenciais para aprimorar o trabalho de equipes de RH e promover o bem-estar organizacional

São Paulo, fevereiro de 2025 – Após o retorno das férias, muitos profissionais retomam suas atividades, o que torna este início de ano um momento ideal para refletir sobre a saúde mental no ambiente corporativo. O trabalho de conscientizar sobre saúde emocional segue mais relevante do que nunca uma vez que, dados da Medprev revelam que, entre janeiro e julho de 2024, a busca por termos relacionados à síndrome de burnout aumentou 37% em comparação ao mesmo período de 2023, destacando o impacto crescente desse problema na vida dos trabalhadores.

Atenta aos dados, Tatiana Porto, Chief of People Office da NAVA Technology for Business, entende que a mudança está no debate e na busca constante de informação sobre o tema, reforçando o papel fundamental das empresas na promoção do bem-estar emocional de seus colaboradores. "Estimular a discussão e apresentar soluções práticas é o caminho mais adequado para que as organizações consigam contribuir para a criação de um ambiente de trabalho mais saudável e equilibrado", afirma, elencando três recomendações para que as empresas consigam criar uma cultura organizacional que valorize o bem-estar emocional de todos os colaboradores.

1- Use dados a seu favor: A tecnologia tem sido uma grande aliada em diversas áreas, e os recursos humanos não ficam atrás quando se trata de aproveitar os dados como fator estratégico no trabalho. O RH tem buscado formas de utilizar a tecnologia para captar e analisar informações, permitindo a realização de análises avançadas (analytics) que auxiliam na tomada de decisões. Com base nos dados, que podem ser coletados por meio de pesquisas, é possível identificar tendências, antecipar crises e agir preventivamente. Além disso, essa abordagem orienta investimentos mais assertivos e alinhados aos objetivos organizacionais

2- Esteja aberto ao diálogo: Para lidar com trabalhadores que retornam após afastamento por burnout e evitar que mais funcionários sejam afetados, é preciso verificar as orientações médicas e avaliar possíveis adaptações na rotina, como mudanças de área ou projeto, se necessário. Promover a proximidade entre líder e colaborador também contribui para garantir conversas francas, empáticas e transparentes, que demonstrem compreensão e apoio no processo de readaptação.

3- Proporcione equilíbrio entre metas e bem-estar: desenvolver uma cultura organizacional saudável é primordial, uma vez que, quanto maior o engajamento pessoal, maior será a produtividade. Profissionais que mantêm um equilíbrio mental e emocional saudável tendem a gerar retornos financeiros superiores aos daqueles que estão sobrecarregados. Estudos divulgados pela Gallup vão ao encontro dessa afirmação, evidenciando que empresas que mantêm elevados níveis de engajamento entre seus colaboradores alcançam resultados de negócios consideravelmente superiores, incluindo um aumento de até 23% na lucratividade e uma redução de 43% na rotatividade de pessoal.

Cuidados pessoais

Além do âmbito corporativo, o próprio indivíduo deve adotar hábitos que contribuam para sua saúde emocional. Identificar sinais de ansiedade é crucial para evitar que se agravem, observando manifestações físicas, emocionais e comportamentais, como tensão, irritabilidade ou alterações nos hábitos. Outro ponto importante para a manutenção do bem-estar mental é o compartilhamento de experiências com colegas, pois isso pode oferecer apoio emocional e abrir caminhos para soluções. O autocuidado, com pausas e momentos de descompressão, também ajuda a recarregar energias. Além disso, cuidar da saúde física por meio de uma alimentação equilibrada, sono de qualidade, exercícios, meditação e momentos de lazer contribui para o equilíbrio entre corpo, mente e relações sociais, promovendo bem-estar e criatividade.

Tatiana Porto reforça que o bem-estar psicológico é fundamental para o bom desempenho e o crescimento na carreira. "É essencial que o profissional esteja emocionalmente equilibrado para alcançar todo o seu potencial. Embora desrespeitar os próprios limites possa parecer uma estratégia tentadora para obter resultados imediatos, essa abordagem pode levar a consequências graves, como o burnout e outros tipos de esgotamento físico e mental, que podem acompanhar o indivíduo por toda a sua trajetória."

Sobre a NAVA Technology for Business

Com mais de 28 anos de atuação, a NAVA Technology for Business fornece serviços e soluções de negócios e tecnologia, como Plataforma de AIOps & Observability Strategy, Digital Strategy & Agile Development, Payments, Intelligent Outsourcing, Cloud & Infrastructure Solutions, Advanced Analytics & Automation e Cybersecurity. Assim, a NAVA inspira pessoas e empresas dos setores financeiro, seguros, meios de pagamento, educação, energia, saúde, telecomunicações e varejo a transformar e impactar positivamente o mundo. Saiba mais em https://nava.com.br

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Forbes | Saúde Mental no Trabalho: 1 em Cada 4 Profissionais Brasileiros É Triste, Diz Estudo

País é o sétimo mais estressado da América Latina – o que pode custar caro às empresas

O Brasil é o quarto país com mais profissionais tristes ou com raiva diária na América Latina, segundo estudo da consultoria Gallup, que entrevistou 128 mil pessoas em mais de 160 países. Com 25% de profissionais tristes, o país ficou atrás apenas da Bolívia (32%), de El Salvador (26%) e Jamaica (26%) no ranking, e empatado com Equador e Peru. Em relação às pessoas com raiva, o top 3 ficou com Bolívia (25%), Jamaica (24%) e Peru (19%), seguidos pelo Brasil (18%).

Os brasileiros também ocupam a sétima posição entre os mais estressados da região: 46% afirmam sentir estresse diariamente. “Nem todos os problemas de saúde mental estão relacionados ao trabalho, mas o trabalho é um fator nas avaliações da vida e nas emoções diárias”, afirmam os autores do relatório. Segundo eles, o ambiente profissional pode desempenhar um papel significativo no enfrentamento da crise de saúde mental no mundo.

Problemas de saúde mental dos profissionais geram uma perda de US$ 8,9 trilhões (R$ 48,7 trilhões) à economia global anualmente

Superando o Brasil, Bolívia (55%), República Dominicana (51%), Costa Rica (51%), Equador (50%), El Salvador (50%) e Peru (48%) estão ainda mais estressados, conforme o ranking. Enquanto isso, os profissionais do Paraguai (34%) e da Jamaica (35%) são os que enfrentam menos estresse na América Latina.

Países com profissionais mais tristes na América Latina

Bolívia (32%)

El Salvador (26%)

Jamaica (26%)

Brasil (25%)

Equador (25%)

Peru (25)

Nicarágua (24%)

República Dominicana (23%)

Venezuela (23%)

Argentina (22%)

O impacto da liderança na saúde mental

De acordo com a pesquisa, profissionais mal geridos são 60% mais propensos a experimentar altos níveis de estresse. Outras pesquisas reforçam esses impactos: no mundo todo, os gestores e líderes têm mais influência sobre a saúde mental dos seus funcionários do que os médicos e terapeutas, e o mesmo impacto que os cônjuges ou parceiros, segundo pesquisa do The Workforce Institute da UKG.

Outros gatilhos no ambiente de trabalho também podem desestabilizar o estado emocional dos profissionais. Entre eles, a especialista cita:

Carga de trabalho excessiva e falta de recursos para lidar com as demandas;

Falta de reconhecimento e oportunidades de desenvolvimento;

Ambiente com assédio moral ou falta de segurança psicológica;

Incerteza sobre o futuro, envolvendo medo de demissões ou mudanças organizacionais muito súbitas;

Conflitos interpessoais e dificuldades de relacionamento;

Isolamento e sensação de falta de apoio, especialmente em ambientes de trabalho remoto.

A solidão diária afeta uma em cada cinco pessoas no mundo, segundo o estudo da Gallup, mas pode ter um peso extra para os brasileiros. “As relações interpessoais têm impacto significativo no nosso bem-estar e na definição de quem somos. Por isso, a solidão interfere diretamente no engajamento e na produtividade”, diz Simone Nascimento, médica mestre pela Universidade de Lisboa e especialista em saúde mental corporativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Além do peso do ambiente de trabalho, questões econômicas e políticas também têm alto impacto, segundo o estudo. “A realidade socioeconômica do Brasil, com altos índices de desigualdade e incerteza econômica, cria um ambiente propício à insegurança, estresse e raiva.”

Custo trilionário

Problemas de saúde mental dos profissionais não impactam apenas as suas vidas, mas também podem custar caro às empresas. Mais precisamente, uma perda de US$ 8,9 trilhões (R$ 48,7 trilhões) à economia global anualmente. “Esses sentimentos podem levar ao esgotamento, alto turnover, problemas de saúde física e aumento do absenteísmo.”

Como melhorar a saúde mental no trabalho

Para melhorar o cenário do Brasil no ranking e sua posição em relação aos sentimentos de raiva, tristeza e ao estresse, Simone Nascimento destaca o papel das empresas em abordar o bem-estar mental dos seus funcionários. “Com a Lei 14831, que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, e o aumento de iniciativas para promoção de ambientes de trabalho mais inclusivos e conscientes, é possível que esses números melhorem.”

Entre as melhores práticas, a médica destaca a importância de fomentar uma cultura de bem-estar, desenvolver políticas de trabalho flexíveis e promover treinamentos para gerenciar as emoções. “Para sentir que o trabalho e a vida valem a pena, é preciso saber equilibrar os sentimentos negativos, por vezes inevitáveis, com os positivos.”

Fonte: Forbes.

VEJA | NR-1: o que realmente muda com a nova norma de saúde mental no trabalho?

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