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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Resenha | O cérebro com foco e disciplina

Por Nicholas Maciel Merlone

O autor, Renato Alves, revela em sua obra O cérebro com foco e disciplina, como assumir o autocontrole de nossas mentes e viver em harmonia, sem os demônios que nos atormentam no cotidiano. Inicia sua explanação comparando a mente humana a um picadeiro de circo, em que nós assumimos o papel de plateia. Ao longo do livro, demonstra com exemplos e reflexões como tomarmos a dianteira e o controle de nossas vidas e não sermos apenas conduzidos como um barco sem rumo nem direção, à deriva.

Ele esclarece que não devemos viver no automático, como pessoas em transe e acomodadas. Acorda, trabalha e dorme. Pelo contrário, é preciso domar a mente. Para tanto, é necessário buscar o autoconhecimento e conhecendo a si próprios, seu interior, a origem de seus conflitos, ser capaz de lidar com as adversidades e pegadinhas de nossas mentes.

Algo que chama a atenção é a importância de viver e morar um tempo no campo. Não apenas passar alguns dias ou semanas, mas por um período maior. Ter contato com a natureza, com o verde das árvores e das plantas, com os sons naturais dos animais e o ar limpo. Isto para limpar a mente do caos das grandes metrópoles, onde há poluição sonora e visual. Com razão, nesse contexto é possível buscar o equilíbrio, a paz mental, a tranquilidade.

Para evitar conflitos com outras pessoas, seja em casa, no trabalho ou com os amigos, o autor recomenda que se busque a empatia, se colocar no lugar do outro, sentir o que ele está sentindo, procurar compreendê-lo, ter compaixão, paciência e altruísmo.

É preciso buscar o equilíbrio. Não trabalhar como um alucinado e esquecer da família, dos amigos. Assim, é importante uma boa refeição em família, brincar com os filhos, lhes ensinar tarefas básicas como escovar os dentes e amarrar os sapatos. Também reservar um tempo para estudar, ler um bom livro, ou assistir a um filme, sem esquecer de ir ao parque e se relacionar com a natureza e os amigos.

Outro ponto importante abordado se trata da coragem e da disciplina para se realizar feitos. Henry Ford, com essas duas qualidades e também organização e planejamento, revolucionou a indústria automobilística no final do séc. 19. Os carros eram muito caros e só pessoas com muito dinheiro podiam adquiri-los. Ford, então, ao criar a linha de montagem, pôs fim ao trabalho artesanal, barateando o custo e popularizando os veículos.

Disciplina é saber aonde se quer chegar e persistir, perseverar até atingir o cume da montanha. É um guia, um mapa, uma bússola que aponta as diretrizes, sendo que dia após dia deve-se focar no objetivo e buscar concretizá-lo.

Além disso, o autor também destaca a importância da escuta ativa, de realmente prestar atenção nos outros, no que eles têm a dizer, a contribuir. Um bom exemplo. Numa grande empresa de pastas de dentes, a diretoria queria aumentar o consumo do produto. Então, reuniu cientistas, especialistas etc para debaterem e encontrarem uma solução. Enquanto todos estavam empenhados, porém sem ter ideias, de repente um faxineiro que limpava o chão, afirma que basta aumentar o furo da embalagem, assim, as pessoas acabariam mais rápido com as pastas de dentes. Note, uma pessoa humilde encontrou uma solução. Com efeito, como dissemos, devemos ouvir a todos, sem julgamentos.

Igualmente, destaca, no decorrer da obra, a relevância da espiritualidade, de se ter uma religião. Com isso, em diversas passagens, cita e menciona algumas passagens bíblicas e tece reflexões sobre elas, contextualizando-as com a ideia central do livro.

Finalmente, o autor nos convida a assumir o controle do espetáculo do picadeiro de nossas mentes. Realmente, não podemos nos acomodar. Neste final, antes que as cortinas se fechem, eu digo que a música do samba "Deixa a vida me levar...", é muito bacana, um bom ritmo, uma boa melodia, mas, todavia e entretanto, não podemos deixar que isso aconteça. Pelo contrário, é preciso assumirmos o volante e guiarmos sempre em busca de nossos sonhos e objetivos. Para concretizá-los, precisamos de uma vida equilibrada e harmônica, com foco, disciplina e coragem, para enfrentarmos as pedras que surgem ao longo de nossa jornada. Assim, desviamos, contornamos e seguimos em frente. Sempre em frente! Avante!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Resenha Crítica da obra: O Monge e o Executivo

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Por Nicholas Merlone

James C. Hunter é o autor do livro O Monge e o Executivo. Sobretudo a obra nos traz importantes lições sobre liderança, sobre a real liderança. De sua leitura, aprendemos a nos tornarmos pessoas melhores.

Leonard Hoffman tem sua história narrada ao longo do livro. Mas quem é Leonard Hoffman? Hoffman é um empresário americano de sucesso, que abandona sua profissão, para se dedicar exclusivamente à atividade monástica. Suas lições são altamente enriquecedoras. Assim, com grande impacto disruptivo, se aplicam às atividades empresariais. No mosteiro é conhecido como Simeão.

O narrador da obra é John Dailly. Dailly é um empresário de sucesso, com mulher e dois filhos, com uma vida tranquila e aparentemente sem problemas. A certa altura se depara com obstáculos no trabalho e em casa, que os leva a refletir sobre a vida. Daí decide passar alguns dias em um mosteiro, para repensar o cotidiano familiar e do trabalho.

No mosteiro, conhece Simeão (Leonard Hoffman). Na verdade, há várias passagens descrevendo e narrando as atividades no mosteiro. Porém, aqui vou apenas extrair as principais ideias e insights da obra, que me chamaram a atenção.

Para mim, dentre todos os ensinamentos do livro, o maior de todos, sem dúvida, é que devemos servir aos outros. Já se diz no dia a dia: “gentileza gera gentileza”. Fato! Não há mal algum em fazer o bem, em servir aos outros! Podemos desde ajudar uma senhora idosa ou um cego a atravessar a rua, até compartilharmos conhecimentos e saber, na escola, na faculdade, ou ainda, no trabalho. Tudo pelo simples prazer de fazer o bem e ajudar! Sirvamos, pois! O verdadeiro líder é, portanto, um servidor!

Para servir, é preciso espírito colaborativo, cooperativo e de entrega. É preciso colaborar com o outro. Cooperar com a equipe. E entregar-se ao outro de alma limpa. Enfim, oferecer aos outros o que eles realmente precisam. É preciso, por fim, atender às necessidades não só da empresa, mas de fato de seu maior capital, a saber: as pessoas humanas.

Tie, Necktie, Adjust, Adjusting, Man

Igualmente, é importante a integração do físico e espiritual. Já dizia o filósofo: “Corpo são, mente sã!”. É preciso, portanto, o equilíbrio entre a saúde física e a harmonia espiritual. Assim, devemos buscar balancear, em nossas vidas, o bem-estar físico e a sanidade mental e a tranquilidade espiritual.

Finalmente, vivemos em tempos disruptivos, de mudanças aceleradas. À globalização soma-se a pandemia do coronavírus, que chega de repente, sem avisar, nos pegando de sobressalto. É preciso, portanto, neste cenário de incertezas, nos prepararmos e adaptarmos a nova realidade, porque as oportunidades surgem quando menos esperamos. Para isso, reforço ser necessário... Servir! Sejamos líderes servidores! Em casa, na escola, na faculdade, ou mesmo, no trabalho! Lembre! A transformação se inicia dentro de cada um de nós! Façamos, então, nossa própria reforma íntima, e sirvamos, pois!

Publicado originalmente em Administradores!

VEJA | NR-1: o que realmente muda com a nova norma de saúde mental no trabalho?

  Saiba mais ! Boa leitura!