terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Cibersegurança em 2025: desafios estratégicos e tendências para CISOs e CIOs

  Por João Saud, VP executivo da Asper

O investimento e a preocupação com a cibersegurança devem crescer em 2025. Segundo pesquisa da Gartner, realizada com mais de 12 mil CIOs, a proteção cibernética representa uma das maiores prioridades para o ano, com investimento total projetado em US$ 212 bilhões no cenário global. Isso não é por acaso: os crimes digitais têm custado mais de US$ 6 trilhões anuais às organizações. Mitigar riscos e reduzir custos potenciais será um dos maiores desafios para os CISOs e CIOs.

O surgimento de novas ameaças, impulsionadas pela Inteligência Artificial Generativa e sua capacidade de alterar códigos de malware em tempo real, preocupa empresas de todos os portes. Ameaças como phishing e ransomware são riscos que devem ser considerados, independentemente de faturamento e número de colaboradores.

A automatização e escalabilidade crescentes elevam também a sofisticação dos ataques, facilitando o acesso a plataformas de Ransomware como Serviço (RaaS). Dados da Google Cloud Security confirmam que os ataques de ransomware continuam críticos para as organizações. A evolução das táticas inclui extorsão em camadas: cibercriminosos utilizam criptografia de dados e vazamento de informações sensíveis para aumentar a pressão sobre as vítimas.

Como agravante, a tecnologia possibilita que hackers iniciantes executem ataques complexos, ampliando a vulnerabilidade das empresas. Um prompt simples em plataformas de IA Generativa pode produzir códigos sofisticados capazes de gerar malware e orquestrar ataques imprevisíveis. Os setores de saúde, transporte e energia continuarão entre os mais expostos a riscos cibernéticos.

Como consequência, IA exerce um papel duplo no cenário cibernético: enquanto otimiza procedimentos operacionais para as empresas e colabora com estratégias preditivas de segurança, fornece aos cibercriminosos ferramentas para aprimorar e disfarçar ataques. Deepfakes e IA generativa potencializam fraudes com técnicas cada vez mais elaboradas de engenharia social, que comprometem credenciais de acesso e manipulam sistemas de segurança.

As ameaças à nuvem serão também cruciais para a cibersegurança corporativa em 2025. Dados armazenados em nuvem são suscetíveis a incidentes por configurações inadequadas. APIs desprotegidas funcionam como portas de entrada para invasores, que podem acessar sistemas conectados à mesma infraestrutura e causar danos significativos.

Essas tendências evidenciam a urgência de uma abordagem proativa e adaptativa para proteger ativos digitais. Os CIOs devem investir em Machine Learning para identificação e resposta instantânea a ameaças. A estratégia deve integrar um modelo de Zero Trust e um programa robusto de educação de colaboradores, considerando que o fator humano permanece como a principal causa de vulnerabilidades em incidentes de cibersegurança.

À medida que 2025 se aproxima, os CISOs e CIOs precisam transformar essas análises em ações concretas. A preparação não pode esperar, cada dia sem uma estratégia robusta de cibersegurança representa uma janela de oportunidade para cibercriminosos. O investimento em tecnologia, treinamento e cultura de segurança já não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica.

sábado, 16 de novembro de 2024

LinkedIn | O poder de um maduro aos seus 58 anos , a lenda Mike Tyson

Por willians fiori

Ontem, Mike Tyson entrou no ringue contra um adversário 30 anos mais jovem. Não era apenas uma luta, era um manifesto. Para Tyson, não se tratava de nocautear o oponente, mas de desafiar a si mesmo. Aos 58 anos, ele não estava ali para provar algo ao mundo, mas para mostrar a si próprio que ainda havia potência, força, e, acima de tudo, aquele fogo interno que nos move. O velho leão aguentou oito rounds, encarou a juventude frente a frente, e nos ensinou algo valioso: o tempo passa, mas a vontade de existir pode ser eterna.


Essa luta não foi só um espetáculo esportivo, foi uma metáfora da vida. Tyson mostrou que o que nos define não é o calendário, mas o desejo. É a força de vontade, o tesão de fazer, o tesão de ser. E, no final, o jovem, que poderia ter a idade de seu filho, reverenciou o gigante. Naquele abraço entre duas gerações, vimos algo maior: respeito, aprendizado mútuo e a importância da conexão entre idades e experiências.

Essa cena, carregada de significado, vai muito além do boxe. Ela nos dá um recado poderoso: o mundo precisa desse contato entre gerações. Assim como no ringue, na vida e nas corporações, é na troca entre juventude e maturidade que nascem as grandes transformações. Que essa luta nos inspire a reverenciar o passado, aprender com o presente e construir, juntos, um futuro melhor.

Fonte: LinkedIn.

terça-feira, 8 de outubro de 2024

Sebrae | Gestão do tempo: como otimizar o uso do seu tempo

Quando se tem prioridades, metas e planos bem definidos, é possível organizar as atividades e encontrar tempo para tudo 

Uma boa gestão de tempo pode fazer toda a diferença no dia a dia de um empreendedor e também pode ser uma das chaves para o sucesso a médio e longo prazo. Neste artigo, baseado no podcast Uber Avança, o Sebrae traz dicas de gerenciamento de tempo que podem ajudar a a obter melhores resultados no seu negócio. 

Ao falarmos de tempo, temos uma certeza: ele é imutável e igual para todos. É impossível esticar os minutos, encolher as horas ou acrescentar mais um dia na semana. Assim, mesmo se não o utilizarmos adequadamente, ele nunca mais voltará.

Importante também destacar que não é possível fazer uma gestão do tempo, em si. O que é possível é gerenciar o nosso comportamento frente à forma por meio da qual lidamos com o tempo, no intuito de utilizá-lo de maneira mais eficiente e proveitosa. E compreender que isso irá fazer toda a diferença em nossa vida e em nosso trabalho.

Quando se tem prioridades, metas e planos bem definidos, é possível organizar as atividades e encontrar tempo para tudo. Assim, a gestão do tempo vai além de métodos, relógio e velocidade; ela está mais voltada à visão que se tem do mundo, de planos e de desejos.

Por esse motivo, cada pessoa tem uma rotina própria, bem como prioridades e sonhos diferentes. Então, analise sua vida, seus objetivos, suas metas, suas prioridades e sua rotina e verifique qual é a média de tempo demandada por cada atividade do seu dia a dia.

Se organize com base nesses dados, não se esquecendo de reservar momentos para o lazer, o descanso, a saúde e a família. Tudo que for imprescindível para você deve estar dentro do gerenciamento de seu tempo.

Quando administramos bem o tempo gasto com o trabalho, consequentemente beneficiamos todas as outras áreas da nossa vida. Confira algumas dicas a seguir:

Defina as suas metas e seus objetivos e depois estabeleça as ações necessárias para alcançá-los.

Não existe uma única maneira de organizar o seu tempo. Você só precisa encontrar aquela que melhor se adapta ao seu dia a dia.

Importante: não confie na memória. Tenha tudo sempre anotado.  Você pode escolher um método simples, como uma agenda ou um bloco de anotações, ou opções que envolvam as tecnologias, como o celular, a agenda de e-mail, os sites e os aplicativos. 

Classifique a prioridade das ações em função dos resultados que você quer e precisa alcançar. Ou seja, o que é mais importante para que você consiga atingir as suas metas?

Planeje o que, onde e quando fazer, bem como quem poderá ajudá-lo, quanto tempo levará e quanto custará. Muitas vezes, quebrar as ações maiores em atividades menores é recomendável, pois isso leva à realização da atividade maior com mais eficiência. Dessa forma, cada etapa pode ser comemorada, para se sentir mais motivado para seguir em frente.

No caso das tarefas diárias, você pode fazer uma lista mensal, uma semanal e uma diária com as tarefas importantes, colocando-as em ordem de prioridades.

Outro ponto importante a ser destacado são os chamados drenos ou ladrões de tempo. Comportamentos que desviam a atenção ocasionam na perda de minutos ou horas preciosas. Confira:

Perfeccionismo: o foco sempre deve estar na excelência dos produtos ou serviços prestados, mas o excesso de zelo e o perfeccionismo podem prejudicar a produtividade, ao se gastar muito tempo com uma atividade específica, em busca de uma suposta perfeição.

Dificuldade de filtrar as distrações: conferir as redes sociais a cada cinco ou dez minutos parece não interferir, mas é um grande ladrão de tempo. Por isso, evite essa prática. Reserve momentos para navegar nas redes, se atualizar sobre as notícias e até para bater papo com os amigos, mantendo sua atenção no trabalho durante o período que foi a ele destinado.

Não definir prioridades: quando tudo é urgente, nada é urgente. Assim, fazer várias tarefas ao mesmo tempo pode parecer produtivo, mas atrapalha o foco e organização do tempo. Portanto, realizar tarefas por completo, seguindo uma ordem de prioridade podem aumentar a produtividade.

Procrastinação: é uma grande inimiga da produtividade. Se trata de um dreno usado para delongar tarefas. Por exemplo, se você tem o prazo de um dia para executar algo, vai buscar fazê-lo em um dia. Se o prazo for de dois dias, a tendência é deixar para fazer no final do segundo dia. Outro exemplo ocorre quando se tem uma tarefa realmente significativa para desempenhar, mas pequenas coisas, menos importantes naquele momento, são colocadas na frente, como lavar a louça, checar as redes sociais. O importante é ter foco e seguir o seu gerenciamento de tempo, de acordo com as prioridades, buscando fugir das distrações.

Transforme tudo em hábito: com disciplina, comprometimento e organização, é possível transformar todo o seu planejamento em hábitos. Dessa forma, se internaliza a mentalidade produtiva. É um processo gradativo, mas que é viável e que pode trazer resultados efetivos para sua vida e para os seus negócios.

Reforçando: não esqueça dos momentos de descanso e lazer. O equilíbrio entre vida pessoal e profissional é essencial para o sucesso. Com organização e planejamento, é possível ser um empreendedor com ótimos resultados e ter tempo de qualidade para você.

Fonte: Sebrae.

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Forbes | Saúde Mental no Trabalho: 1 em Cada 4 Profissionais Brasileiros É Triste, Diz Estudo

País é o sétimo mais estressado da América Latina – o que pode custar caro às empresas

O Brasil é o quarto país com mais profissionais tristes ou com raiva diária na América Latina, segundo estudo da consultoria Gallup, que entrevistou 128 mil pessoas em mais de 160 países. Com 25% de profissionais tristes, o país ficou atrás apenas da Bolívia (32%), de El Salvador (26%) e Jamaica (26%) no ranking, e empatado com Equador e Peru. Em relação às pessoas com raiva, o top 3 ficou com Bolívia (25%), Jamaica (24%) e Peru (19%), seguidos pelo Brasil (18%).

Os brasileiros também ocupam a sétima posição entre os mais estressados da região: 46% afirmam sentir estresse diariamente. “Nem todos os problemas de saúde mental estão relacionados ao trabalho, mas o trabalho é um fator nas avaliações da vida e nas emoções diárias”, afirmam os autores do relatório. Segundo eles, o ambiente profissional pode desempenhar um papel significativo no enfrentamento da crise de saúde mental no mundo.

Problemas de saúde mental dos profissionais geram uma perda de US$ 8,9 trilhões (R$ 48,7 trilhões) à economia global anualmente

Superando o Brasil, Bolívia (55%), República Dominicana (51%), Costa Rica (51%), Equador (50%), El Salvador (50%) e Peru (48%) estão ainda mais estressados, conforme o ranking. Enquanto isso, os profissionais do Paraguai (34%) e da Jamaica (35%) são os que enfrentam menos estresse na América Latina.

Países com profissionais mais tristes na América Latina

Bolívia (32%)

El Salvador (26%)

Jamaica (26%)

Brasil (25%)

Equador (25%)

Peru (25)

Nicarágua (24%)

República Dominicana (23%)

Venezuela (23%)

Argentina (22%)

O impacto da liderança na saúde mental

De acordo com a pesquisa, profissionais mal geridos são 60% mais propensos a experimentar altos níveis de estresse. Outras pesquisas reforçam esses impactos: no mundo todo, os gestores e líderes têm mais influência sobre a saúde mental dos seus funcionários do que os médicos e terapeutas, e o mesmo impacto que os cônjuges ou parceiros, segundo pesquisa do The Workforce Institute da UKG.

Outros gatilhos no ambiente de trabalho também podem desestabilizar o estado emocional dos profissionais. Entre eles, a especialista cita:

Carga de trabalho excessiva e falta de recursos para lidar com as demandas;

Falta de reconhecimento e oportunidades de desenvolvimento;

Ambiente com assédio moral ou falta de segurança psicológica;

Incerteza sobre o futuro, envolvendo medo de demissões ou mudanças organizacionais muito súbitas;

Conflitos interpessoais e dificuldades de relacionamento;

Isolamento e sensação de falta de apoio, especialmente em ambientes de trabalho remoto.

A solidão diária afeta uma em cada cinco pessoas no mundo, segundo o estudo da Gallup, mas pode ter um peso extra para os brasileiros. “As relações interpessoais têm impacto significativo no nosso bem-estar e na definição de quem somos. Por isso, a solidão interfere diretamente no engajamento e na produtividade”, diz Simone Nascimento, médica mestre pela Universidade de Lisboa e especialista em saúde mental corporativa pelo Hospital Israelita Albert Einstein.

Além do peso do ambiente de trabalho, questões econômicas e políticas também têm alto impacto, segundo o estudo. “A realidade socioeconômica do Brasil, com altos índices de desigualdade e incerteza econômica, cria um ambiente propício à insegurança, estresse e raiva.”

Custo trilionário

Problemas de saúde mental dos profissionais não impactam apenas as suas vidas, mas também podem custar caro às empresas. Mais precisamente, uma perda de US$ 8,9 trilhões (R$ 48,7 trilhões) à economia global anualmente. “Esses sentimentos podem levar ao esgotamento, alto turnover, problemas de saúde física e aumento do absenteísmo.”

Como melhorar a saúde mental no trabalho

Para melhorar o cenário do Brasil no ranking e sua posição em relação aos sentimentos de raiva, tristeza e ao estresse, Simone Nascimento destaca o papel das empresas em abordar o bem-estar mental dos seus funcionários. “Com a Lei 14831, que institui o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, e o aumento de iniciativas para promoção de ambientes de trabalho mais inclusivos e conscientes, é possível que esses números melhorem.”

Entre as melhores práticas, a médica destaca a importância de fomentar uma cultura de bem-estar, desenvolver políticas de trabalho flexíveis e promover treinamentos para gerenciar as emoções. “Para sentir que o trabalho e a vida valem a pena, é preciso saber equilibrar os sentimentos negativos, por vezes inevitáveis, com os positivos.”

Fonte: Forbes.

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Mães, Pais, Filhos, Trabalho e Projeto de Vida

 Por Nicholas Maciel Merlone


Maurício Dominguez Perez é o autor da obra: “Em busca de Equilíbrio: Trabalho, família e projeto de vida”. No capítulo A situação da mulher no work life balance, inicia suas reflexões afirmando que as mulheres passam por três grandes desafios: 1) ser profissional; 2) ser esposa e viver um projeto familiar; e 3) ser mãe.



Perez pondera que todos os desafios mencionados são vivenciados por uma pessoa que pensa, sente e atua como mulher, com toda sua feminilidade. Em certo ponto do livro, cita o caso de uma filha que se casaria em breve e o pai, workaholic, se dá conta de que mal conheceu a própria filha, aos choros (citando Stephen Kanitz). Realmente… “Não há como voltar ao passado e reconquistar o afeto dos filhos”. Em outro trecho, Perez aborda o caso de uma mulher do governo americano, que percebeu que o magnífico trabalho era inconciliável com a educação dos filhos. Assim, decidiu que não voltaria ao trabalho enquanto seus filhos não fossem adultos.



E reflete que todas as mulheres almejam conciliar trabalho e família, porém todas devem fazer renúncias que os homens não fazem. Com efeito, a ausência da mãe fere a criança, é preciso ter um bom marido, mas isso não é suficiente. Nesse sentido, há arrependimentos… “Eu deveria ter tido coragem de viver a minha vida e não a vida que os outros esperavam de mim”; e ainda: “Eu não deveria ter trabalhado tanto”. Tudo isso vem de pais de família, que sofriam por ter perdido a infância dos filhos e a companhia das esposas. Aqui, eu acrescento… A vida é uma só e não volta atrás, é uma peça de teatro que não permite ensaios. Perez, então, diz que a mulher não pode ficar sozinha nesse contexto, além dela os homens, as empresas e o poder público devem participar. Com razão, as leis devem assegurar à mulher um salário compatível com o do homem, a licença maternidade etc. Além disso, há também a necessidade de políticas corporativas inteligentes, que retém mulheres competentes com horários flexíveis e jornadas de trabalho reduzidas. Nesse cenário, não se deve transferir as dificuldades que a mulher enfrenta para as estruturas sociais, para o ambiente corporativo ou para os governos. Na realidade, as mulheres igualmente devem tomar decisões e combater os desafios corretamente. De fato, a cultura empresarial pode tornar a vida fácil ou difícil, porém a solução dos problemas é sempre pessoal, tomando as decisões conforme as prioridades. Nesse rumo, é realmente importante fazer refeições diárias em família, onde se conversa, ouve-se, pede-se conselhos. Sob certa ótica, segundo o autor, a família “é uma escola de vida”. Uma mãe com vários filhos pode ser uma boa gestora, tanto que o autor não hesita em dizer que não teria dúvidas em recrutar mulheres com experiência do lar e filhos já crescidos. Finalmente, Perez destaca a relevância de se ter algum hobby, algum voluntariado, servir a comunidade.



Além disso, a revista Você RH, ago/set de 2024, trata do mesmo tema: Filhos OU E Carreira. Inicialmente, na capa, estampa: “Quase metade das mulheres sai do trabalho com a chegada de um bebê - e os homens, com cinco dias de licença, não têm tempo para aprofundar os laços com as crianças”. A matéria explicita que são raras as mulheres que possuem a chance de não interromper a carreira para se tornarem mães. Quase metade (48%) sai do mercado profissional. Existem poucas mulheres em cargos de liderança, apesar de serem maioria nas faculdades. Infelizmente, não há políticas para apoiar e valorizar homens e mulheres, que têm filhos. As mulheres são as mais afetadas, afinal, geralmente, assumem as responsabilidades domésticas e os cuidados com os filhos. Mas os homens também perdem, pois não têm a chance de serem pais presentes. O problema está nas leis (p.ex. licença-paternidade), bem como na cultura organizacional das empresas, com falta de flexibilidade e compreensão. Pais, não raras vezes, têm de empreender, para conciliar o trabalho com a terapia dos filhos. O bom é que algumas empresas implementam políticas para que se concilie filhos e carreira. Permite-se a ausência para uma reunião escolar, a reorganização da equipe frente a uma licença maternidade e receber de volta as mamães, retendo talentos. Nesse caminho, é preciso planejamento, como benefícios e projetos de sensibilização das lideranças, sendo um plano de longo prazo, de modo a criar um ambiente de trabalho amigável. O bem-estar parental gera maior produtividade. E, considerando as necessidades de todos, aumenta-se o crescimento econômico e financeiro das empresas. De acordo com a OIT (Organização Internacional do Trabalho), a duração média da licença paternidade no mundo é de 9 dias, de forma que estamos abaixo da média global. Fatidicamente, as regras da licença paternidade precisam ser revistas. Neste ponto, o Senado está debatendo a licença para os pais, de 5 para até 75 dias. É necessário promover uma conexão maior entre pais e filhos, com prazos maiores de licença para os homens. Neste momento, pode-se estar perguntando, como apoiar pais e mães. Então, enumera-se as principais políticas e práticas para uma cultura de bem-estar parental: 1) apoio no retorno da licença; 2) licença paternidade estendida; 3) jornadas flexíveis; 4) programas de mentoria; 5) avaliações de desempenho e recrutamento; 6) criação de redes de apoio; 7) políticas claras de não retaliação; 8) salas de amamentação e auxílio creche; 9) programas de apoio psicológico; e  10) sensibilização e educação. Horários flexíveis, trabalho híbrido, on demand, podem ser alternativas. Porém, há casos em que nem todo cenário permite esse tipo de política. É o que acontece com o Hospital Albert Einstein, em que a grande parte dos profissionais faz plantões e as mulheres são 70% dos funcionários. Por isso, o hospital tem uma creche há 40 anos, que atende 300 crianças de até 3 anos de idade, filhas de funcionárias da instituição, com o suporte de pedagogas. A diretora-executiva de RH do hospital, Miriam Branco, defende: é fundamental analisar a situação de cada colaborador, colocá-los como protagonistas… e agir. Não tem como fugir. O bom é que todos têm a ganhar. E, por fim, digo com palavras que passam, mas que ficam… o tempo é uma raposa, quando nos damos conta, ele já se foi sem percebemos


E assim cito a banda Legião Urbana: “Todos os dias quando acordo, Não tenho mais O tempo que passou, Mas tenho muito tempo Temos todo o tempo do mundo…”

VEJA | NR-1: o que realmente muda com a nova norma de saúde mental no trabalho?

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